POEMAS SATÍRICOS

SONETOS INDIGENISTAS

A saga eleitoral das tribos da Floresta Encantada de Cabo Frio. Uma fantasia em que qualquer semelhança não terá sido mera coincidência.

Soneto indigenista I

Pintaram o Índio Alfredo de cacique
E o levaram às compras no Saara,
O índio comprou o cocar mais chique
E correu para o espelho a ver sua cara

A gastança foi paga por Vivique
Que não percebe coisa alguma cara,
Afinal paga tudo com trambique
Já que bulir no erário é sua tara

Mas, enfim, fantasiado o índio veio
Pra comandar a tribo governista.
Só que Élcio, o pajé, olhou bem feio

E disse: “aqui não entra chantagista
Estás pagando mico, nêgo véio
Tu não passas de um pobre vigarista.”


Soneto indigenista II

Perdido na cidade, o índio Alfredo
Bem na Branca parou sob a marquisa,
Foi então que um Xamã, muito em segredo,
Mostrou-lhe catastrófica pesquisa.

Mas os dados ecoaram no arvoredo
E cruzaram, da cidade, a divisa.
Chegaram em Saquarema logo cedo
E o chefe Paulo Melo ouviu na brisa,

- Na verdade o índio Alfredo é uma furada!
Falou Paulo a quem dormia ao seu lado;
- Então vamos armar outra jogada!

Disse o índio Marquinho despertado;
- E quanto ao pobre Alfredo, como fica?
- Ele que procure água em outra bica.


Soneto indigenista III

Ainda tonto c’os dados da pesquisa
E enquanto matutava onde falhara,
Índio Alfredo se fez de Mona Lisa
E meteu um sorriso pela cara.

Assim, achou que oferecendo à guisa
De bom presente, o seu sorriso Odara,
Poderia, de forma bem precisa,
Subir ao ponto de onde despencara.

Porém a Tribo dos Kara-de-Pau
Nunca perdoa quem se fantasia!
Logo o pajé Hélcio Kara de Mau,

Fumando o cachimbo do último dia,
Disse: - querias meu lugar índio Alfredo?
Pois estás bem mais perto é do degredo .


Soneto indigenista IV

Do outro lado da floresta os kero-mais
Põem um índio pra descer pela ladeira,
Cantam de mãos dadas, perto da fogueira
O rap “Fefedo fujão ficou pra trás”.

O índio que caminha desce para o cais
Imitando Alfredo, e recitando ”A Bobeira”
Ele fala: “nunca é tarde, nem demais
Para eu me arrepender de tanta asneira”.

Enquanto cantam, gulosos Kero-mais
celebram pontos que os mantêm na dianteira
e se pintam pra batalha eleitoral,

Mas Alfredo faz mandinga com águarráz,
Diz que cacique Paulo Melo é pedreira
E que vai comprar juiz no Tribunal.


Soneto indigenista V

Nem só os Kero-mais e o índio Alfredo
Habitam nossa floresta encantada,
Há Kabofolias, Pastor-sem-medo,
Ambos com tribo bem organizada.

Duas menores também causam medo
São elas: Pokaltura e Kuase-nada,
Na primeira o cacique apruma o dedo
E escreve pro juiz a coisa errada,

A segunda é uma tribo mais modesta,
Mas o pajé Chikão grita bem forte
Contra velhos senhores da floresta.

Dois índios tiveram uma outra sorte,
O Também-mendes foi pra capital,
Mão-santa pro Congresso Nacional.


Soneto indigenista VI

Alfredo achava que tudo de ruim
Já havia acontecido no seu lar,
Foi então que Ton-ton, o Curumim
Disse: - Eu vou disputar o teu lugar

Índio Alfredo queimou muito capim
E foi à Saquarema, junto ao mar.
Levou a tinta rubra do carmim
Para o cacique Paulo se pintar.

- Chefe Paulo, precisas me ajudar!
Disse Alfredo com lágrimas nos olhos,
-Ton-ton, o curumim, quer me vencer!

- precisas me untar com santos óleos!
Mas Paulo, de ouvir, nem quis saber
E mandou índio Alfredo se benzer.


Soneto indigenista VII

Sair de Saquarema sem resposta
Deixou o índio Alfredo acabrunhado,
Veio então pela praia, junto à costa
Sabendo ser um índio arruinado

- Porque de mim tão pouca gente gosta?
Pensava o índio nada conformado,
- Sou capaz de fazer qualquer aposta
Que de todos eu sou mais preparado...

O problema de Alfredo é que nas roças
Onde os kara-de-pau montaram praça,
Ninguém quer ver o ar da sua graça.

Exceção feita ao índio das carroças,
Como é chamado o velho emplacador
Que acha Alfredo um sinônimo de amor


Soneto indigenista VIII

Noite alta de silêncio na floresta,
Na tribo kara-de-pau nem um ruído,
Só a brasa murmura um estalido
E os índios põem a mão por sobre a testa

Atrás de cada árvore um par de ouvidos,
Pelos hirtos, um olho em cada fresta,
Índios espiões, quietos e escondidos
Aguardam a hora de fazer a festa

O rufar dos tambores do planalto
A cada dia que passa é mais intenso
E Pokaltura fala em sobressalto

E, de verdade, um sobressalto imenso
que pode arruinar os Kara-de-pau
e fazer da floresta um carnaval


Soneto indigenista IX

Amanheceu na floresta encantada
E os rufares do planalto se calaram
Os Kara-de-pau todos se abraçaram
Celebrando mais uma trambicada

Mas Alfredo tem a face amuada
Na noite passada todos o evitaram
E o trataram tal qual alma penada!
Parece até que os seus dias terminaram...

E olhem que isto pode acontecer,
Afinal nas trilhas, ou dentro das ocas
Na voz do ar, das águas, nas fofocas

Ninguém mais quer saber de obedecer,
Nem sequer dar ouvidos a chilique,
Do índio Alfredo pintado de cacique


Soneto indigenista X

A tribo Kara-de-pau, pasmem vocês,
Apesar de viver adoentada,
Tem na taba-mor vários pajés
Que de saúde sabem quase nada

Tem o pajé roqueiro sete-anéis,
Que dizem ter cruzado o arco-íris
Kero-erário e Marquinho, irmãos pajés,
Tomam conta da grana arrecadada,

E Hélcio, pajé do chefe, apadrinhado,
A cujo posto índio Alfredo invejava
A ponto de ficar obstinado!

Aliás, enquanto Alfredo acreditava
que havia sido por Hélcio perdoado,
friamente sua queda este tramava.


Poemas escritos entre os dias 15 e 20 de novembro de 2011.

POEMAS SATÍRICOS

PERSONAGENS

Tribo Kara-de-Pau / cacique : Marquinho; Pajés: Kara de Mau (Hélcio); arco-íris (Pilar), Kero-erário (Carlos Vitor).
Tribo Kero-mais / cacique: Alair
Tribo Pokaltura / cacique: Mansur
Tribo Kabofolia / cacique: Froilan´
Tribo Pastor-sem-medo / cacique: Silas Bento
Tribo kuase-nada / cacique: Cláudio Leitão; pajé: Professor Chicão
Índio Ton-Ton, o curumim – Bernardo Ariston
Índio Também Mendes – Jânio
Índio Mão-santa – Paulo César
Índio Alfredo – Alfredo Gonçalves
Índio das carroças - Aguinaldo (chefe do Detran de Cabo Frio, ou melhor, da Floresta Encantada)

SAÚDE PÚBLICA TAMBÉM SE FAZ POR DIÁLOGO

SAÚDE PÚBLICA TAMBÉM SE FAZ POR DIÁLOGO
Artigo publica no Jornal Primeira Hora

A DITADURA DA DEMOCRACIA

A DITADURA DA DEMOCRACIA

A DITADURA DA DEMOCRAICA

A Ditadura da Democracia

por Marcelo Paes de Oliveira, quarta, 9 de Novembro de 2011 às 18:51

E o capital, hein? Quem diria... derrubou o premier grego porque ele ousou desafiar o sistema financeiro ao dizer que iria realizar um plebiscito na Grécia para consultar se povo queria ou não o acordo oferecido pelo FMI.

Logo a Grécia, berço da democracia, pretender fazer um plebiscito para desafiar o capital?! Quanta inocência do povo grego. E tem gente que está dizendo que é certo não realizar o plebiscito, afinal esta é uma decisão de Estado, e o povo pode não entender as decisões do estado.

Mas ora, meu Deus, desde Rousseau, lá pelos anos 1600, sabemos que o estado é a personalidade jurídica formada por uma nação; então como a pessoa jurídica não vai consultar a consciência dos seus, digamos, sócios?

Isto é o mesmo que o dono de uma empresa ter que tomar uma decisão sobre a empresa, e não consultar sua mulher ou seus filhos. Pode-se imaginar isto? Um empresário tem que tomar uma atitude que pode salvar ou aniquilar definitivamente a empresa que sustenta sua casa, sua vida, este cara não vai consultar os filhos? A mulher? Claro que vai. E assim é o estado, ele tem que consultar sua família, e sua família somos nós, o povo, ou a nação.

Mas não, para o capital democracia só é boa na Líbia, no Iraque, no Brasil... países onde os níveis educacionais são baixos e eles podem controlar o processo eleitoral com a força da propaganda, e com a força da mídia e os seus fantoches, tipo William Bonner e Fátima Bernardes.

É, temos que reconhecer, o cara, o alemão barbudo, "tava" certinho da silva.

A QUESTÃO DO CONSÓRCIO DA SAÚDE NA REGIÃO DOS LAGOS

A QUESTÃO DO CONSÓRCIO DA SAÚDE NA REGIÃO DOS LAGOS
Reportagem do Jornal Primeira Hora

AS DITADURAS DA EUROPA

AS DITADURAS DA EUROPA
Artigo do Marcelo Paes de Oliveira no Jornal Primeira Hora

MARCELÃO NA 104 FM

NA ENTREVISTA NA RÁDIO 104 FM, DR. MARCELO PAES DE OLIVEIRA, FALOU DA POLÍTICA DE SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO DOS LAGOS - AS UPAS, FALTA DE UTIS, O CONSÓRCIO DA SAÚDE NA REGIÃO E O ESCÂNDALO DO HEMOLAGOS

NA RÁDIO 104 FM MARCELÃO FALA DA POLÍTICA DE SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO DOS LAGOS

As Diferenças entre "Cálice" e "Apesar de Você"

Chico Buarque na Rolling Stones - uma análise...

Atualização de status
De Marcelo Paes de Oliveira
O repórter que entrevistou o Chico Buarque na revista Rolling Stones, foi muito bem, não é fácil entrevistar uma pessoa que traz em si a dimensão do artista Chico Buarque.
Isto fez com que o "senão" da entrevista recaísse sobre o próprio Chico. Afinal, colocar "Apesar de Você" e "Cálice" dentro do mesmo rótulo de músicas datadas, é um grande equívoco.
"Apesar de Você" é sim uma música panfletária, suas metáforas não são tão elaboradas, ainda que o verso "todo este amor reprimido, este grito contido, este samba no escuro" seja impactante e mostre bem o sofrimento que nos causa o silêncio produzido pela exceção e pela força. Mas "Cálice" não. "Cálice" é uma obra-prima da poesia contra a opressão, e digo contra qualquer opressão, aonde quer que ela aconteça no mundo, pois as opressões nos machucam estejam aonde estejam. As metáforas de "Cálice" são plenas de poesia, assim como a sua obra é plena de luz. Portanto dói muito saber que por um erro do artista (ainda que ele tenha este direito) nós estamos impedidos de ouvi-lo cantar esta canção, que, repito, é um hino contra a opressão.
A verdade é que o fato de não termos mais uma ditadura militar, não significa dizer que o mundo agora é colorido. Lembro as palavras de Saramago ao dizer que estaria correto aquele que inscrevesse em sua lápide que ele ali jazia indignado, afinal havia entrado em um mundo justo, e estava saindo de um mundo injusto.
E este mundo, Chico, como você bem diz, "talvez não seja pequeno e nem seja a vida um fato consumado", ele ainda dói, e os seus milhares de excluídos gritam diariamente nas sacadas da humanidade.

"O Ministro Orlando Silva Sócrates de Jesus"

"O Ministro Orlando Silva Sócrates de Jesus"
Artigo no Jornal Primeira Hora de Búzios

A SAÚDE PÚBLICA E A MENINGITE EM CABO FRIO

DR. MARCELO FALA NO LITORAL EM AÇÃO SOBRE A QUESTÃO DA MENINGITE EM CABO FRIO

NO LITORAL EM AÇÃO A QUESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA E A MENINGITE EM CABO FRIO

A SITUAÇÃO DA UTI DO HOSPITAL DE ARRAIAL DO CABO

UM REPORTAGEM MOSTRANDO O ESTADO DE ABANDONO DO HOSPITAL DE ARRAIAL DO CABO EM JANEIRO DE 2009

A UTI DO HOSPITAL DE ARRAIAL DO CABO EM 2009

104 FM E O CONSÓRCIO DA SAÚDE NA REGIÃO DOS LAGOS

ENTREVISTA SOBRE O CONSÓRCIO DA SAÚDE DA REGIÃO DOS LAGOS DE MARCELO PAES DE OLIVEIRA NA 104 FM

A SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO DOS LAGOS - MARCELO PAES DE OLIVEIRA FALAVA NA 104 FM

MARCELO PAES DE OLIVEIRA FALA NA 104 FM SOBRE A SAÚDE PÚBLICA NA REGIÃO DOS LAGOS

MARCELO PAES DE OLIVEIRA FALA SOBRE A SAÚDE PÚBLICA NA RÁDIO 104 FM

MARCELO PAES DE OLIVEIRA FALA NA 104 SOBRE A PETROBRAS

NO LITORAL EM AÇÃO MARCELO PAES E BERNARDO ARISTON ENTREVISTAM JANIO MENDES

Em mais uma edição do programa Litoral em Ação Marcelo Paes de Oliveira e Bernardo Ariston entrevistam o Deputado Janio Mendes

LITORAL EM AÇÃO

O TRANSPLANTE NA REGIÃO DOS LAGOS

O TRANSPLANTE NA REGIÃO DOS LAGOS

O TRANSPLANTE

LITORAL EM AÇÃO COM O PREFEITO ANDINHO

NO PROGRAMA LITORAL EM AÇÃO O PREFEITO ANDINHO FALA SOBRE OS PROJETOS E REALIZAÇÕES DO SEU GOVERNO EM ARRAIAL DO CABO

PREFEITO ANDINHO FALA NO LITORAL EM AÇÃO

CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO DA SAÚDE DA REGIÃO DOS LAGOS

REUNIÃO EM SÃO PEDRO DA ALDEIA PARA CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO INTER MUNICIPAL DA SAÚDE DA REGIÃO DOS LAGOS

A CRIAÇÃO DO CONSÓRCIO DA SAÚDE NA REGIÃO DOS LAGOS

A FALTA DE UTIS NA REGIÃO DOS LAGOS

NUMA ENTREVISTA PARA INTERTV O DIRETOR DO CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DA SAÚDE DR. MARCELO PAES DE OLIVEIRA FALA DA FALTA DE UTIS NA REGIÃO DOS LAGOS

A QUESTÃO DAS UTIS NA REGIÃO DOS LAGOS

ARTIGOS

Nesta coluna vamos mostrar os artigos publicados em diferentes blogs

MARCELO PAES DE OLIVEIRA FALA SOBRE O PSOL

OBSERVAÇÕES DE MARCELO PAES

SEGUNDA-FEIRA, 10 DE OUTUBRO DE 2011

Postado por: SOS DIRLEI
Marcelo Paes


Observações do médico Marcelo Paes, a respeito de comentários feitos pelo professor Chicão em seu blog

Meu amigo professor Chicão escreveu em seu blog que mesmo que alguns estejam esperneando, ele acha acertada a estratégia do governo em comprar vacinas de meningite. Gostaria de dizer-lhe o seguinte:

Meu caro Chicão,

Não acho que tenha alguém esperneando com o fato do governo ter comprado vacinas, por uma razão muito simples, contra o desconhecimento não se esperneia, se busca instruir. Claro que isto demanda tempo e paciência, e por respeito às boas intenções de muitos voltarei a abordar o tema, tentando com processo de aprendizado, claro, contribuir com a razão.

Vamos lá: a vacina para meningite meningocócica está disponível pela rede pública nacionalmente, o que quer dizer que toda criança está vacinada, pois a vacina se aplica a partir dos dois meses de idade, em três doses. Então, se você for a qualquer posto de saúde de qualquer cidade do Brasil com a carteira de vacinação e uma criança de dois meses no colo, ela será vacinada. Assim como se você for com uma criança de cinco anos ao posto de saúde, e esta criança não estiver com a vacina da meningite em dia, ela também será vacinada. E isto, repito, é em qualquer cidade do Brasil, pois a vacina é disponibilizada gratuitamente aos municípios, com as dose pagas pelos estados ou pela União.

Pois bem, vacina serve para imunizar contra uma doença, e isto leva tempo, tanto que a primeira dose é em número de três. Quando a doença se instala não adianta dar vacina, pois a vacina é para imunizar, não para tratar. Por isso você não vê ninguém receitando vacina para tratar sarampo, ou qualquer outra doença, as vacinas são usadas no calendário de vacinação para imunizar. Se o seu filho pegar sarampo, ele não será revacinado, ele será tratado.
Enfim, quando ocorre a doença (pois pode acontecer de uma ou outra pessoa, mesmo tendo sido vacinada, apresentar a doença), quando isto ocorre, precisamos tratar. E para evitar que outras pessoas fiquem doentes, precisamos dar uma cobertura de antibiótico, até porque as pessoas estão vacinadas, mas como uma destas ficou doente, precisamos dar uma carga de remédio àquelas outras que entraram em contato com a pessoa doente a fim de que este remédio reforce as defesas dos chamados contactantes, pois a cepa, ou espécie, daquela bactéria pode ser forte o suficiente para produzir doença mesmo nas pessoas imunizadas.

Então meu amigo, dar a vacina é apenas igual a dar mais bactéria, pois a vacina é feita da bactéria morta ou atenuada. O que se precisa nesta hora é informar a população e reforçar a defesa com remédios capazes de auxiliar os anticorpos humanos (que existem porque as pessoas foram vacinadas) a matarem aquela bactéria que acabou se instalando.
Para finalizar, a estratégia de vacinar está totalmente equivocada, é midiática, e atende apenas ao desconhecimento da população, podendo inclusive levar a mais pessoas doentes, pois se o governo não fizer o bloqueio dos contactantes achando que a vacina garante a população, ele estará aumentando exponencialmente o risco de disseminação da doença. Pois o que ele precisa fazer é dar antibióticos, e não vacinas.

Bem, em medicina, assim como na história ou em qualquer ciência, o método investigativo deve ser científico e não empírico, em medicina nos baseamos em evidências clínicas profunda e exaustivamente testadas. Não dá para fazer o que parece ser necessário, precisamos fazer o que deve ser feito.

Apenas para ilustrar o eu que disse até aqui, e em uma razão inversa àquela que você apregoa hoje, mas que mantém a mesma inconsequência do desconhecimento estratégico, lembro que no início do século XX o Dr. Oswaldo Cruz teve que colocar o exército na rua porque o povo não queira ser vacinado, eles desconheciam a importância da vacina, assim como hoje, ao quererem ser vacinados, eles desconhecem que a estratégia para o caso em questão é usar antibióticos, e pelo mesmo desconhecimento do início do século XX, mas em sentido inverso, querem ser vacinados.

O problema disto tudo é que o governo não tinha ninguém com credibilidade para ir às ruas e tranquilizar a população, mostrando conhecimento sobre om caso e agindo segundo o que determina a ciência. Afinal, a ciência, em síntese, existe exclusivamente para prover o bem da humanidade.

Um abraço

Marcelo Paes




Jânio Mendes e William Shakespeare

A POLÍTICA EM CABO FRIO

Não sou dos que acham que Jânio está fazendo um acordo com Marquinho Mendes. Entretanto tenho certeza de que há um acordo com o Picciani. E exatamente porque há acordo com Picciani, não deve haver um acordo muito protecionista com Marquinhos, afinal, para Picciani, Marquinhos Mendes não passa de um vagabundo. E Picciani sabe comer o mingau pelas beiradas, ou seja, sabe a hora de dar o troco por não ter sido apoiado. Neste sentido, Picciani está esperando para dar o troco em Marquinhos, e este troco será dado com o apoio dele à Jânio, e não a uma outra eventual candidatura da máquina municipal.

Percebendo isto Marquinhos é quem está tentando pegar carona no bonde de Jânio Mendes. Mas ele, Jânio, sabe que o seu respaldo junto ao governo partiu dele próprio e do Picciani, nunca de Marquinhos. Na verdade, Jânio não deve nada a Marquinhos além das várias derrotas que sofreu na disputa para a Prefeitura.

Uma vez escrevi aqui que achava que Jânio, em si, não se encontrava muito confortável em ter que receber estes apoios da cúpula da esfera estadual, afinal, por eles tem que votar como anda votando em algumas matérias legislativas, e silenciar, como anda silenciando, em algumas questões municipais. Mas ele está disposto a pagar este preço, pois já sentiu na pele como é difícil vencer o “esquemão”.

Acho, e apenas acho, que Jânio, entretanto, sabe separar estas coisas, e não representa um risco tão grande quanto representou este esquema ao longo dos anos. Acho que Jânio teria mais zelo pelo dinheiro público, e teria mais ética na montagem da sua equipe de trabalho, não amealhando a desgastada oligarquia política de Cabo Frio, e dando-lhe sobrevida financeira em grandes esquemas imobiliários.

Agora, uma coisa é certa, nós também não podemos ficar empurrando o Jânio para o colo dos caras, pois se não sobrar espaço para um bom filho à casa retornar, ele jamais o fará. Lembro aqui da peça o Rei Lear, de Shakespeare, que trata sobre o exílio de uma das três filhas do Rei, exatamente a única honesta para com o pai, mas que não soube bajulá-lo como as filhas desonestas bajulavam. Exilada, ela volta a encontrar o pai anos depois, quando já velho e cego o outrora Rei passou a vagar como um vagabundo na floresta, expulso que foi pelas duas filhas que dele herdaram o reino e que, após isso, passaram a ignorá-lo como rei, e como pai.

Grandes fortunas: França aprova nova lei, enquanto o Brasil espera tramitação

Grandes fortunas: França aprova nova lei, enquanto o Brasil espera tramitação

SÃO PAULO – Tramita na Câmara, desde julho, o Projeto de Lei Complementar 48/11, que institui a arrecadação com a CSGF (Contribuição Social das Grandes Fortunas), que será destinada exclusivamente para ações e serviços de saúde. De acordo com o mestre em finanças públicas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), Amir Khair, “o Brasil tem grande potencial de arrecadação das grandes fortunas, mas não creio que seja regulamentado, pois atinge o bolso dos parlamentares”, afirma.

Prevista na Constituição, a arrecadação das grandes fortunas prevê a cobrança de tributo para contribuintes com patrimônio de alto valor. No projeto do deputado federal Dr. Aluízio (PV-RJ), a arrecadação será cobrada para contribuintes com patrimônio acima de R$ 5,52 milhões e terá toda contribuição destinada à saúde. “Toda contribuição é receita livre e como o projeto destina o total arrecadado para saúde, ele não poderá ser usado para outra finalidade. Além disso, ao regulamentar essa lei, queremos evitar que a CPMF volte”, explica o assessor político Marcelo Paiva Paes de Oliveira.

Segundo Khair, “no Brasil existe uma má distribuição da renda e da fortuna. Aqui quem ganha menos paga mais. Se aprovado, o projeto seria bom para o País, teria uma distribuição melhor do dinheiro”, explica.

Base
O parlamentar se baseou na estrutura de alíquotas da lei francesa sobre fortunas como parâmetro para a proposta. Inclusive, a França colocará em prática a cobrança de um novo imposto para rendas anuais acima de 500 mil euros. O imposto extra será de 3% e faz parte de um pacote de medidas que tentam acabar com o deficit do País. “A França está numa situação complicada porque depende dos outros países e essa crise não deve acabar em breve, além disso, esse novo imposto pode ajudar, mas não deve estabilizar a economia francesa”, explica Khair.

Por outro lado, a entrada de um novo imposto sobre grandes fortunas pode acelerar as discussões no Brasil, de acordo com Oliveira. “Com o imposto sendo cobrado na França e em outros países, pode ajudar na decisão do Brasil, pois se virar uma regra em todos os países, aqui não será diferente”, comenta.

Na próxima sexta-feira (26), a Espanha também pretende decidir se aumenta a alíquota sobre as grandes fortunas, apesar da ideia inicial ser a criação de um novo imposto. “Na Espanha a situação é ainda pior, por causa do alto índice de desemprego, principalmente dos mais jovens. É questão de tempo para se tornar uma crise social”, afirma Kahil.

Tramitação
Segundo o assessor político, o projeto brasileiro está em análise nas comissões, mas afirma que pode ser um processo demorado. “Talvez não precise chegar ao Senado, pode terminar ainda nas comissões. Mesmo assim, pode se estender por mais dois anos, ou até oito anos, caso seja barrado”, afirma.

ATUANDO NO CONGRESSO

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CHICO BUARQUE E XEXÉU


Estava lendo o Xexéu de hoje, e cá pra nós a tese do livro sobre o Simonal é uma coroa de louros na cabeça da imbecilidade, ou dos imbecis, se preferirem. E me perdoem desde já a agressividade, mas estou ficando farto de um revisionismo estúpido, que anda fazendo a revisão do que é de fato arte, e se esquece de denunciar a apologia da ignorância que são os programas das televisões brasileiras com o consequente endeusamento de celebridades, imaginem só, celebridades como Ronaldo Fenomeno, Angélica e Luciano Hulk. Afinal, como pode o Xexéu publicar no segundo caderno o esposamento da tese de que o Chico Buarque idealista é um projeto da gravadora RCA, sendo ele mesmo apenas um compositor lírico-amoroso. Ora, uma das primeiras canções do Chico Buarque é Pedro Pedreiro! E mais, a sua primeira canção de fato, "Marcha Para Um dia de Sol", tem na letra a esperança utópico-socialista de "que nada falte, que nada sobre, o pão do rico e o pão do pobre". E isto sem falar de "A Banda", que diz, para desencanto do jovem poeta de apenas 22 anos, que após todo aquele espetáculo passar, tudo voltou ao seu lugar, com a mesma gente sofrida, e em cada canto uma dor. Vou além, em 1966 a ditadura ainda era um projeto inicial, sua crueldade nasce de fato em 1968, e neste período o Chico estava indo para uma turnê na Europa. Porém o próprio Chico nunca disse que se exilara, sempre afirmou que recebeu informações de que a barra estava dura, mas será que a sua filha nasceria italiana, longe dos avós, apenas por factóide da RCA? Venhamos e convenhamos, as pessoas exageram na raiva insana de não serem Chico Buarque de Holanda.

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